Escrevo a partir do que me atravessa.
Vivências viram palavras quando pedem passagem.
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Marcas Que Herdamos dos Nossos Primeiros Vínculos
Eu tenho percebido como grande parte da nossa vida emocional nasce nos primeiros relacionamentos que tivemos. Antes dos amigos. Antes dos amores. Antes de qualquer escolha consciente. Existiam aqueles que vieram antes de nós. E, de alguma forma, aprendemos sobre carinho, limites, segurança, medo, afeto e pertencimento através dessas relações. Talvez por isso algumas feridas sejam tão profundas. Porque não surgiram apenas de um acontecimento específico. Elas cresceram junto com a nossa própria história. Eu tava pensando em como passamos anos tentando nos afastar daquilo que nos machucou. E isso é compreensível. Quando algo dói, a primeira vontade costuma ser…
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Nem Tudo o Que Dói Começou no Outro
Tem horas que a gente passa tanto tempo olhando para o comportamento dos outros… O que fizeram. O que disseram. O que deixaram de fazer. Que nem percebe o quanto isso ocupa espaço dentro da gente. Eu tenho percebido como é fácil acreditar que o problema está sempre do lado de fora. Na atitude de alguém. Na falta de compreensão. Nas injustiças que sofremos. E, claro, existem situações em que realmente somos feridos. Mas às vezes a dor permanece porque existe algo dentro de nós que ainda não encontrou acolhimento. Algo que continua sensível ao toque. Uma ferida antiga. Um…
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Fazer as Pazes Com a Própria História
Tem uma fase da vida em que a gente começa a perceber que crescer não é apenas seguir em frente. Também é olhar para trás. Olhar para as pessoas que vieram antes de nós. Para aquilo que recebemos. E para aquilo que sentimos falta de receber. Eu tenho percebido como muitas dores permanecem vivas porque continuamos lutando contra o que já aconteceu. Como se, ao rejeitar o passado, conseguíssemos mudá-lo. Mas a verdade é que certas coisas simplesmente foram o que foram. E talvez a paz comece quando paramos de gastar tanta energia tentando reescrever capítulos que já terminaram. Isso…
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Existe Um Cansaço em Viver Longe de Si
Às vezes eu sinto que a pior solidão não é estar sozinho. É passar tanto tempo sem poder ser quem você realmente é que, aos poucos, você começa a desaparecer de si mesmo. No começo parece sobrevivência. A pessoa aprende a esconder partes dela.Aprende a adaptar a voz.Os gestos.Os sentimentos. Aprende a existir sem ocupar muito espaço. E talvez ninguém perceba. Porque por fora ela continua funcionando.Continua respondendo.Sorrindo às vezes.Cumprindo o que esperam dela. Mas por dentro existe um cansaço difícil de colocar em palavras. O cansaço de sustentar uma vida que não combina mais com a própria alma. Tem…
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Nem Tudo Precisa Ser Apagado Para Ser Superado
Tem coisas do passado que a gente gostaria de não ter vivido. Momentos difíceis. Feridas. Perdas. Situações que, se pudesse escolher, talvez apagaria da memória. Mas eu tenho percebido que existe uma diferença silenciosa entre esquecer uma dor e fazer as pazes com ela. Porque esquecer nem sempre cura. Às vezes apenas esconde. E aquilo que foi escondido continua existindo em algum lugar dentro da gente. Eu tava pensando em como muitos de nós passamos anos tentando nos afastar de partes da própria história. Como se aceitar o passado significasse concordar com tudo o que aconteceu. Mas talvez não seja…
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Nem Tudo o Que Faltou Foi Falta de Amor
Tem coisas da infância que continuam doendo mesmo depois de muitos anos. Palavras. Ausências. Silêncios. Afetos que não vieram da forma que a gente precisava. E às vezes crescemos carregando a sensação de que faltou alguma coisa essencial lá atrás. Eu tenho percebido como chega um momento da vida em que começamos a enxergar nossos pais de forma diferente. Não mais como figuras perfeitas… mas como pessoas. Pessoas cheias de limitações, medos, histórias difíceis e feridas que talvez nunca tenham conseguido curar também. E isso não apaga as dores que vivemos. Mas talvez traga um pouco mais de compreensão. Porque…
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Aquilo Que Consumimos Também Atravessa a Mente
Às vezes a gente acha que está apenas assistindo alguma coisa. Um filme. Um vídeo. Um noticiário qualquer antes de dormir. Mas o corpo sente. A mente absorve. As emoções acompanham. E eu tenho percebido como certas imagens permanecem dentro da gente muito depois da tela apagar. Uma cena pesada. Uma violência. Uma tensão constante.A sensação de medo que continua mesmo quando nada está acontecendo de verdade ao nosso redor. Talvez porque o cérebro realmente reaja emocionalmente ao que vivemos —e também ao que imaginamos, assistimos ou repetimos diariamente. O coração acelera. O corpo fica alerta. A ansiedade cresce sem…
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Tem Dores Antigas Que Ainda Vivem Dentro da Gente
Às vezes a pessoa cresce por fora… mas por dentro continua carregando partes muito machucadas que nunca foram realmente acolhidas. Uma tristeza antiga. Um medo constante. A sensação de não ser suficiente. De não merecer amor, cuidado ou descanso. E o mais difícil é que essas partes feridas nem sempre sabem pedir ajuda. Elas apenas sentem. Se assustam. Se fecham. Reagem. Tentam sobreviver do jeito que conseguem. Eu tenho percebido como muitos adultos vivem exatamente assim: funcionando por fora, mas emocionalmente exaustos por dentro. Como se ainda existisse uma criança interna esperando alguém finalmente dizer: “agora você está seguro.” Talvez…
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A Vida Fala em Detalhes Silenciosos
Tem dias em que a gente atravessa o mundo distraído. Sai de casa. Olha pessoas. Escuta conversas. Presencia cenas aleatórias na rua… e acha que nada daquilo tem relação com a própria vida. Mas às vezes alguma coisa toca. Uma frase. Uma imagem. Um encontro rápido. Uma situação simples que, sem motivo aparente, fica ecoando dentro da cabeça o resto do dia. E talvez isso aconteça porque estamos constantemente procurando sentido nas coisas. Eu tenho percebido como o mundo externo muitas vezes desperta reflexões internas que já estavam tentando aparecer dentro da gente. Não necessariamente porque o universo esteja enviando…
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O Corpo Avisa Antes de Gritar
Quase ninguém agradece pela saúde enquanto está tudo bem. A gente acorda, cumpre a rotina, resolve problemas, vive no automático… como se o corpo fosse aguentar tudo para sempre. E talvez seja justamente aí que começamos a nos afastar de nós mesmos. Eu tenho percebido como o corpo costuma dar sinais pequenos antes de chegar no limite. Um cansaço constante. Uma dor repetida. Uma ansiedade que nunca desacelera. Uma tristeza silenciosa que vai ficando pesada demais. Mas muitas vezes ignoramos. Porque parar parece impossível. Porque mudar dá medo. Porque continuar igual parece mais confortável, mesmo quando já não faz bem….
