Eu Não Fiquei Onde Aprendi
Vivi muitos limiares na vida – mudanças abruptas, perdas, encerramentos, rupturas internas e externas. Visto de fora, isso poderia parecer excesso. Visto de dentro, vinha quase sempre acompanhado de uma pergunta silenciosa: por que isso se repete? Com o tempo, fui percebendo algo essencial: não é o limiar que escolhe a pessoa — é a sensibilidade da pessoa que reconhece o limiar. Eu não vivi transições intensas porque tinha uma missão pesada ou um destino sacrificial. O movimento foi outro. Eu desenvolvi, em algum ponto do caminho, uma capacidade rara de permanecer consciente enquanto algo se desfazia. E, quando isso acontece, esses momentos se tornam campos reais de aprendizado — não teóricos, não idealizados, não romantizados. A função nasceu da experiência.Nunca o contrário. Essas vivências…
