O Labirinto do Superego
Toda criança precisa de limites Como cercas suaves que a guiam Para distinguir o certo do errado Para caminhar no mundo sem se perder. Mas quando os pais são ausentes Negligentes ou indiferentes O cuidado que deveria acalmar Se transforma em vazio silencioso. Então nasce um superego feroz Uma sentinela implacável dentro da alma Que vigia cada pensamento Que pune cada desejo Que constrói muralhas de medo e culpa. A rigidez extrema sufoca E a escassez de afeto endurece Ambas criam monstros internos Que limitam, castigam e aprisionam. E assim, a criança aprende sozinha A sobreviver num mundo duro Carregando dentro de si Um juiz severo Que nunca descansa Que nunca perdoa. Mas mesmo nas sombras do superego Há a possibilidade de encontro De olhar…