Ao final de uma atividade, pergunte: “Eu me lembro de ter feito isso? Eu estava ali ou estava no piloto automático pensando em mil coisas?” Se você mal lembra, você não estava presente. Se você consegue recordar detalhes sensoriais da experiência, você estava.
Presença
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Presença é isso: habitar plenamente cada momento, mesmo os aparentemente insignificantes. Porque quando você soma todos esses “momentos insignificantes”, eles formam sua vida. E se você não estava presente neles, você literalmente não viveu sua própria vida.
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Não é sobre não ter nenhum pensamento. Pensamentos vão surgir, pois é função da mente. Entretanto, podemos exercitar a presença ao percebermos quando saímos do nosso eixo e escolhemos voltar. De novo, e de novo, e de novo. Isso é treino, não é perfeição.
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O Cachorro Que Não Veio Para Ficar Comigo
Há experiências que não chegam para construir morada. Chegam para romper um padrão silencioso, atravessar um limiar interno e ir embora. O que vivi com o Théo, um cachorro que adquiri após a perda de uma cachorra guardiã, foi exatamente isso. Por muito tempo, associei valor à duração. Se algo não permanecia, eu tendia a revisitar o gesto, questionar a escolha, duvidar da minha percepção. Como se o tempo fosse o juiz final da verdade de um ato. Mas essa experiência me ensinou outra coisa: há atos que não pedem permanência, pedem acontecimento. Quando trouxe o Théo, não havia garantia. Havia presença. Havia risco. Havia um corpo que, pela primeira vez, não ficou paralisado diante da possibilidade de perda. Eu não sabia se daria certo….