O Silêncio da Autodestruição
Há uma dor silenciosa que nasce quando o amor e o ódio se confundem. A intensidade da autocondenação, da autocrítica e da autopunição é a mesma força com que, um dia, quisemos ferir o outro. Na neurose obsessiva e na melancolia, o golpe que não pôde ser dado para fora retorna e fere o próprio coração. O sujeito se torna carrasco de si mesmo, punindo-se por sentimentos que não ousou reconhecer. E o que parece culpa, é apenas o desejo aprisionado, implorando por perdão, por acolhimento, por libertação. Paula Teshima