reflexões

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    Quando o Perdão se Torna Liberdade

    Quando alguém nos magoa, nos decepciona ou age de forma injusta, é natural que emoções difíceis surjam dentro de nós. A raiva, a tristeza e a indignação fazem parte da experiência humana. No entanto, existe uma escolha poderosa que podemos fazer diante dessas situações: não permitir que a dor determine quem nos tornaremos. Se existe uma forma de “vingança” que realmente transforma, ela não nasce do ressentimento, mas da consciência. É escolher permanecer fiel aos próprios valores, mesmo quando o outro não age da mesma forma. É continuar cultivando o bem sem permitir que a negatividade alheia encontre morada dentro do próprio coração. Desejar luz, paz e aprendizado para quem nos feriu não significa aprovar seus comportamentos nem ignorar os próprios limites. Significa compreender que…

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    Temos que Nos Curar

    Na verdade quando desejamos mal ou vingança a alguém, não temos raiva do outro, temos raiva da nossa raiva ou do sentimento que foi despertado, e que não queríamos que isso fosse aflorado, pois não gostamos e não sabemos como lidar bem com isso. Nos sentimos mal com o que o outro nos despertou e queremos que o outro fique mal também. Enfim, a solução é reconhecer que esse sentimento vem de nós mesmos e não do outro, que precisamos curá-lo para que não volte a nos incomodar.   Toda vez que enviamos pensamentos ou sentimentos negativos para o outro – pensando em algo ruim, reclamando do outro… na verdade estamos fazendo mal para o outro, e aí, este volta a fazer mal para nós,…

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    A Verdade Desmascara a Ilusão

    É preciso ter muita coragem para saber a verdade. O ego não quer que você saiba a verdade, pois irá doer, machucar, ferir… Ele simplesmente quer que você permaneça iludido, acomodado e seguro com as informações que sabe até agora. Se não ir à fundo e tratar a raiz do problema, a ilusão, a mentira, voltam tudo à tona, você esquece e não acredita mais naquela verdade que durou poucas horas ou poucos dias.   Paula Teshima

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    O Paradoxo das Pessoas Tranquilas: Uma Visão Psicanalítica e Espiritual

    Existem pessoas cuja serenidade aparente impressiona: sempre calmas, amigáveis, pacíficas, raramente se irritam ou perdem o controle. Parecem habitar naturalmente um estado que transita apenas da neutralidade para a positividade. Mas tanto a psicanálise quanto a espiritualidade nos revelam que, por trás dessa fachada harmoniosa, pode existir um desequilíbrio profundo. Na perspectiva psicanalítica, esse padrão remete ao conceito de recalque. O “não” que não consegue ser dito, a agressividade saudável que fica reprimida no inconsciente, a assertividade que é negada como mecanismo de defesa. Freud nos ensinou que aquilo que reprimimos não desaparece – apenas encontra outras formas de se manifestar. Essas pessoas vivem nos extremos justamente porque não integram sua sombra, negando aspectos fundamentais de sua psique. Espiritualmente, podemos compreender essa dinâmica como um…